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O governo federal deu um passo relevante na consolidação da agenda de finanças sustentáveis ao aprovar a Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB) (TSB), estabelecendo critérios objetivos para identificar atividades econômicas alinhadas à transição climática e aos compromissos internacionais do país.
A TSB funciona como uma referência oficial para o mercado, aproximando o Brasil das principais jurisdições que já adotam taxonomias verdes, ao mesmo tempo em que incorpora especificidades nacionais, como a relevância da bioenergia, da infraestrutura e da dimensão social da transição.
Entre os avanços, destaca-se a inclusão do transporte e do armazenamento geológico de CO₂ como atividades elegíveis, condicionada ao atendimento de requisitos rigorosos de integridade ambiental, monitoramento, segurança, gestão de riscos e comprovação de armazenamento permanente. Na prática, a medida:
- oferece maior segurança regulatória para o desenvolvimento de projetos de CCS e BECCS no país;
- cria base técnica para enquadramento desses projetos em instrumentos de finanças sustentáveis, incluindo green bonds, sustainability-linked loans e funding de longo prazo de bancos públicos e multilaterais;
- reduz o risco de greenwashing, ao vincular a elegibilidade a padrões robustos de governança e salvaguardas socioambientais.
Para investidores institucionais, a TSB passa a ser um marco de referência na avaliação de risco, na alocação de capital e na construção de pipelines de projetos alinhados à descarbonização. Para o Brasil, reforça a possibilidade de se posicionar como um dos poucos mercados capazes de ofertar, em escala, soluções de mitigação e remoção de carbono com alto grau de credibilidade técnica e regulatória.
